sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Muito prazer.


"Feliz Natal, feliz ano novo e que essa nova etapa seja repleta de realizações e felicidade!"
É isso que escutamos todos os finais de ano, desejos e mais desejos que a vidas de todas as pessoas seja surpreendentemente feliz. Não sei vocês, mas para mim foi exatamente assim que começou o ano, repleto de felicidade.

Logo de cara recebi uma ótima notícia: ela passou na primeira fase da tal prova do mal, e foi muito bem por sinal, mas essa não era a melhor notícia do dia por que o fato dela ter ido bem nos estudos significava algo muito mais importante para mim, ela finalmente teria uma folga.
Exato, sem desculpas, sem obstaculos a curto prazo, sem necessidade para ficarmos longe, exceto pelo fato dela ter ido viajar 10 dias no começo do mês não havia nada que me impedisse de finalmente me encontrar com ela. Marcamos um açaí em um lugar próximo a casa dela (que mais tarde se tornou o local com maior índice de ocorrência de brigas históricas, mas ainda assim continuamos indo lá até hoje).

Cheguei 20 minutos mais cedo que ela, vim direto do trabalho e além disso estava ansioso demais para ficar fazendo hora em qualquer outro lugar. Assim seria melhor, poderia tomar um chopp enquanto me acalmava e comer como um sem teto sem que ela me achasse um porco que estava mais interessado na comida do que em nossa conversa, mal sabia eu que a espera me daria tempo suficiente para pedir a entrada, aperitivos, prato principal e ainda repetir a sobremesa, ela chegou mais ou menos 40 minutos após o combinado e me encontrou estufado, quase bêbado e com dor nas costas (nesse dia aprendi o quanto odeio as cadeiras de madeira dos bares), pra minha sorte sou um bom enrolador e para ela fui apenas um rapaz estranhamente estrovertido que fala um pouquinho a mais do que qualquer pessoa está acostumada a aguentar.

Ela entrou e me cumprimentou e o primeiro pensamento que tive era que algo estava completamento errado, como uma pessoa poderia ser tão linda? Era impossível que ela fosse igualmente bonita às suas melhores fotos, ou mais surpreendente ainda, que ela estivesse comigo. Naquela hora me convenci a não duvidar da sorte e erguer a cabeça, dar-lhe um beijo no rosto e fazer qualquer piadinha sem graça para quebrar o gelo, afinal nada estava ganho, pelo contrário tudo que eu havia feito até agora foi por uma chance de tentar um começo e agora era a hora.

Ou melhor, horas, ficamos quase 3 horas seguidas conversando sem nem uma pausa de silêncio constrangedor, foi incrível. Nesse meio tempo falamos de tudo, ela dizia não estar muito confiante quanto ao resultado da prova, e que achava bem provável não conseguir passar novamente, exatamente o contrário do que eu pensava (para variar, se tem algo que cansamos de fazer hoje em dia é discordar, as vezes concordamos um com outro apenas pra sair da rotina), para mim ela já tinha conseguido e só faltava se convencer disso, ela também me disse que o amuleto que eu dei trouxe sorte para ela e que o carregava sempre.
Vocês devem estar querendo pular logo essa ladainha romântica e pular direto para a parte interessante, o primeiro beijo certo? Tudo bem.

Agora mais do que nunca estava certo do que queria, que havia feito a coisa certa e tirado a sorte grande, finalmente ela estava ali pertinho, podia olhar em seus olhos, toca-la, abraçá-la, eis que em um gesto repentino me adianto e subitamente.....seguro suas mãos. Sim, isso mesmo, segurei suas mãos e isso foi muito mais do que havia conseguido em meses de ansiedade, nesse dia o mais perto que cheguei dela foi segurar as mãos.

Acharam pouco? Eu não. Para mim foi perfeito.
O beijo fica pra próxima.

Um comentário:

Janis du Folle disse...

taí, na nossa modernidade as vezes desprezamos o pegar na mão... bobos de nós... uma das coisas mais gostosas são as bolhinhas de refrigerante provocadas por um inocente pegar nas mãos.