terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto...


Olhanda para trás, hoje percebo que fiz ao contrário todos os mandamentos da vida moderna quando se trata de namorar alguém.

Primeiro de tudo conversei com a pessoa sem nem ao menos vê-la pessoalmente,
ficamos sabendo de praticamente tudo que interessava sobre um ao outro antes mesmo de saber se iríamos nos encontrar.
Em seguida comecei a trocar promessas e presentes antes mesmo de ter um relacionamento, para falar a verdade antes mesmo de ter contato visual, na sequência me encontrei com ela, me apaixonei e decidi que queria ficar com ela, mas na verdade eu nem sabia exatamente como era ficar com ela, como era seu beijo ou como era tê-la em meus braços, a verdade é que não sabia nada e ainda assim já tinha tomado minha decisão.

Hoje em dia as pessoas seguem regras para que consigam chegar a um relacionamento:
não seja o primeiro a ligar, não demonstre que está apaixonado, não se apaixone sem saber como é o beijo da pessoa, não a peça em namoro no primeiro mês, jamais mas jamais diga que está apaixonado!
Eu particularmente até concordo com algumas delas, mas mais por uma questão de bom senso e momento certo do que por serem regras, a verdade é que fiz todas elas ao contrário e seguramente posso dizer que não poderia ter feito algo melhor.

Depois do primeiro encontro, aquele das mãos dadas, ficou um clima de ansiedade e me arrisco até a dizer que era mútuo. Eu precisava vê-la o mais rápido possível por que o fato de não beija-la me consumia e isso fez com que eu ficasse 100% do tempo ansioso e procurando modos de nos encontrarmos. Excepcionalmente dessa vez nos falamos no meio da semana, por telefone inclusive e marcamos de ver um filme: O curioso mundo de Benjamin Button (muito bom filme por sinal, ela escolheu) e até o fim de semana contei os minutos para que chegasse o sábado.

Finalmente!
Marcamos de nos encontrar no shopping e como da primeira vez no minuto que a vi entrei em transe, mais uma vez a vendo andar me perguntava como era possível ela ser tão linda, parava e olhava novamente procurando por algo não estivesse certo, alguma câmera escondida, alguêm apontando e rindo da minha cara, mas não havia nada e ela de fato estava sorrindo e certamente vinha em minha direção.
Nos cumprimentamos apenas com um beijo no rosto e nada mais e fomos para o cinema,
como da primeira vez foi uma conversa repleta de piadas bobas e conversas banais, e enquanto o tal homenzinho na tela se tornava um bebê de 5 anos aprendendo a se locomover com um andandor para idosos foi dando uma vontade de estar mais junto dela, peguei na sua mão e em poucos minutos ela passou por debaixo do meu braço e encostou sua cabeça em meu ombro e quase automaticamente e involuntariamente comecei a sorrir, na verdade até hoje esse sorriso ainda não saiu do meu rosto....

continua.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O contrário

Durante o final de semana me veio essa idéia de fazer uma poesia, acho que diz tudo.

O contrário

Onde é que fui achar alguem
que mais faz é reclamar
onde é que fui achar alguem
tão dificil de lidar

Mais teimosa que uma porta
ainda assim linda e carinhosa
não escuta uma palavra
tão forte e tão medrosa

Onde é que fui achar alguém
tão dificil de aguentar
Onde é que eu fui achar alguém
tão fácil de amar

As vezes me sinto em um sonho
sonho teimoso e enfadonho
a verdade é que fico tonto
Bobo apaixonado risonho

Onde é que fui achar alguém
tão complicada de ser
Onde é que fui achar alguém
pra fazer o amor acontecer

Sua teimosia me ilumina
Seus medos me fortalecem
Seus defeitos me apaixonam
Seu amor me engrandece

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Muito prazer.


"Feliz Natal, feliz ano novo e que essa nova etapa seja repleta de realizações e felicidade!"
É isso que escutamos todos os finais de ano, desejos e mais desejos que a vidas de todas as pessoas seja surpreendentemente feliz. Não sei vocês, mas para mim foi exatamente assim que começou o ano, repleto de felicidade.

Logo de cara recebi uma ótima notícia: ela passou na primeira fase da tal prova do mal, e foi muito bem por sinal, mas essa não era a melhor notícia do dia por que o fato dela ter ido bem nos estudos significava algo muito mais importante para mim, ela finalmente teria uma folga.
Exato, sem desculpas, sem obstaculos a curto prazo, sem necessidade para ficarmos longe, exceto pelo fato dela ter ido viajar 10 dias no começo do mês não havia nada que me impedisse de finalmente me encontrar com ela. Marcamos um açaí em um lugar próximo a casa dela (que mais tarde se tornou o local com maior índice de ocorrência de brigas históricas, mas ainda assim continuamos indo lá até hoje).

Cheguei 20 minutos mais cedo que ela, vim direto do trabalho e além disso estava ansioso demais para ficar fazendo hora em qualquer outro lugar. Assim seria melhor, poderia tomar um chopp enquanto me acalmava e comer como um sem teto sem que ela me achasse um porco que estava mais interessado na comida do que em nossa conversa, mal sabia eu que a espera me daria tempo suficiente para pedir a entrada, aperitivos, prato principal e ainda repetir a sobremesa, ela chegou mais ou menos 40 minutos após o combinado e me encontrou estufado, quase bêbado e com dor nas costas (nesse dia aprendi o quanto odeio as cadeiras de madeira dos bares), pra minha sorte sou um bom enrolador e para ela fui apenas um rapaz estranhamente estrovertido que fala um pouquinho a mais do que qualquer pessoa está acostumada a aguentar.

Ela entrou e me cumprimentou e o primeiro pensamento que tive era que algo estava completamento errado, como uma pessoa poderia ser tão linda? Era impossível que ela fosse igualmente bonita às suas melhores fotos, ou mais surpreendente ainda, que ela estivesse comigo. Naquela hora me convenci a não duvidar da sorte e erguer a cabeça, dar-lhe um beijo no rosto e fazer qualquer piadinha sem graça para quebrar o gelo, afinal nada estava ganho, pelo contrário tudo que eu havia feito até agora foi por uma chance de tentar um começo e agora era a hora.

Ou melhor, horas, ficamos quase 3 horas seguidas conversando sem nem uma pausa de silêncio constrangedor, foi incrível. Nesse meio tempo falamos de tudo, ela dizia não estar muito confiante quanto ao resultado da prova, e que achava bem provável não conseguir passar novamente, exatamente o contrário do que eu pensava (para variar, se tem algo que cansamos de fazer hoje em dia é discordar, as vezes concordamos um com outro apenas pra sair da rotina), para mim ela já tinha conseguido e só faltava se convencer disso, ela também me disse que o amuleto que eu dei trouxe sorte para ela e que o carregava sempre.
Vocês devem estar querendo pular logo essa ladainha romântica e pular direto para a parte interessante, o primeiro beijo certo? Tudo bem.

Agora mais do que nunca estava certo do que queria, que havia feito a coisa certa e tirado a sorte grande, finalmente ela estava ali pertinho, podia olhar em seus olhos, toca-la, abraçá-la, eis que em um gesto repentino me adianto e subitamente.....seguro suas mãos. Sim, isso mesmo, segurei suas mãos e isso foi muito mais do que havia conseguido em meses de ansiedade, nesse dia o mais perto que cheguei dela foi segurar as mãos.

Acharam pouco? Eu não. Para mim foi perfeito.
O beijo fica pra próxima.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

2 x 1: Dois capítulos no mesmo dia


Sem reação. Foi assim que me senti naquela tarde em que recebi um telefonema inesperado, mas antes de chegar nessa parte deixe-me explicar o modo que aconteceu.

Após ter conseguido o presente que tanto procurei me vi encurralado em um beco: como entregar um presente de surpresa para alguem que eu não via, ou que a princípio se recusava a me ver?
Não poderia pedir para alguem entregar o presente por que estragaria toda a mágica da surpresa, não poderia eu chama-la para um encontro com o pretesto de entregar um presente por que pareceria um meio e não um fim. Qual seria então o melhor modo de entregar esse amuleto?

AH HA! E então subitamente encontrei nada menos que a solução ideal para o meu problema: uma carta! Existe algo mais mágico que uma carta?
Hoje em tempos de e-mail e internet receber uma carta é algo tão surpreendente quanto receber um presente, a carta é o simbolo do amor secreto de nossos avós, é o modo como o amor viajava nos livros de romance. Pois bem, está decidido, será uma carta de amor surpresa com mágica e um amuleto, mas havia ainda outro detalhe o qual mágica nenhuma poderia resolver: para onde enviar o envelope? No meio de tanta magia, idéias geniais e presentes me esqueci do básico, eu precisava de um endereço.

Foi então que tive de desistir de contar com a mágica e procurei ajuda real, pedi a um amigo em comum, o qual mantinha conversas frequentes com ela, que disfarçadamente conseguisse o endereço sob o pretesto de pega-la para almoçar um dia. Perfeito, meu amigo descobriu o endereço e ela nem suspeitou, nada melhor para um apaixonado arteiro que estava tramando alguma.

Enviei a carta poucos dias antes do natal e torci para que recebesse antes das festas, foi coisa de 3 ou 4 dias até que ela recebesse, e então que recebo o tal telefone do começo da história.
Fiquei sem reação, número desconhecido, estava na casa de um outro amigo falando de assuntos nada convencionais e nem me passava pela cabeça que receberia uma ligação naquele dia, ainda mais se tratando do assunto em questão.

Do outro lado na linha havia uma voz com um misto de alegria e nervosismo, foi uma conversa rápida em que ela me agradeceu o presente e disse que o guardaria para dar sorte na prova, eu bobo não sabia o que dizer, e como sempre acontece quando estou nervoso, despejei toneladas de informação e conversas desconexas das quais, tenho certeza absoluta, não entendeu uma palavra mas concordou e deu risada apenas por educação.

Ainda não havia chego a noite de natal, mas mesmo assim esse telefonema foi o melhor presente que eu poderia ter ganho naquele ano, não por que o presente da minha irmã era uma camiseta da qual não gostei muito ou por que no presente de amigo secreto ganhei um jogo de cuecas PP na cor verde musgo (nenhuma me servia, e se servisse faria questão de não usá-las), aquele era o melhor presente de todos por que me deu algo que eu queria a muito tempo: esperança.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A Magica.

Quando decidimos fazer algo inesperado sempre tem um efeito colateral: ficamos na expectativa de outra atitude inesperada ou esperada de reação.


No meu caso foi rápido, a resposta veio cedo, antes mesmo da ansiedade me consumir recebi um e-mail. Nada de extraordinário foi dito, mas apenas pelo fato de ela se importar o suficiente para me responder já foi incrível, nesse dia me senti feliz.

Mais conversas aconteceram e mesmo sem nos vermos fomos ficando mais próximos , nos conhecendo, gostando um do outro.

Em outra ocasião passei pela mesma situação de fazer algo de repente e ficar preso nas garras da impaciência. Para conquistá-la não bastava beleza (hoje em dia diria até que faz muito pouca diferença), não bastava romantismo, não bastava ser comum, eu sabia que para chegar a seu coração precisaria ser diferente, mais que diferente eu precisava ser um sonho, pois era justamente o que ela significava para mim naquele momento.

Corri pelo centro da cidade em posse de três coisas: um sentimento, uma idéia na cabeça e esperança no coração. Procurava algo que precisava ser mais que útil, mais que bonito, mais que um presente, eu precisava de algo literalmente mágico... um amuleto.

Era época de natal e as ruas estavam um caos, levei mais de duas horas para encontrar algo que eu realmente achava digno de ser chamado de amuleto, depois de muita procura encontrei o objeto ideal, mas me faltava a magia, magia essa que não vinha de deuses, ou santos ou qualquer entidade com posse de poder extraordinário, a magia do meu amuleto viria de algo maior, viria da fé. Se tem algo que eu acreditava de fato naquele momento era no potencial de minha amada, sabia que para ela não existiriam obstáculos grandes o suficiente para impedi-la de seguir em frente, mesmo ela própria não partilhando da crença.


Esse era o objetivo do meu presente de natal, não deveria ser bonito, não deveria ser romântico, meu presente tinha uma função: mostrar a ela que acima de tudo eu acreditava, não só que ela iria ter sucesso agora, mas que teria sucesso sempre, meu objetivo era fazer o potencial se tornar realidade, mais do que isso meu objetivo era fazê-la acreditar em si própria.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Click.

Um dia como todos os outros, banal e comum, um dia como todos os anteriores.


Assim começou o dia em que te conheci, mal eu sabia que nenhum dia a partir desse seria parecido com os anteriores.


Foi um click, só isso. Um rosto lindo e a letra de uma música que gosto no seu perfil da internet, foi isso que nos uniu no primeiro momento. Sem saber de nada, aquele era o click que iria mudar pra sempre minha vida, depois do primeiro houve outro click e outro e depois recados e depois e-mails, então mãos dadas, abraços, beijos e o amor enfim, sim amor, de onde não havia nada foi feito algo que se tornou infinito, e eu não sabia de nada.


Minha paixão foi intensa, insensata, impaciente, noites de domingo voavam enquanto conversávamos e as semanas se arrastavam ansiosas e pensativas, apenas esperando a próxima oportunidade de te dizer como me sentia ou de tentar saber o que se passava em sua cabeça, nessas semanas minha cabeça era movida simplesmente pela existência da outra pessoa, o que será que está pensando? Será que está cansada dos estudos? Será que esta feliz? Será que está sorrindo? Será que pensa em mim? Ou será que não pensa?


De tanta impaciência resolvi tentar a sorte, mandei um e-mail torcendo para que o veja, torcendo para que o responda, torcendo pra que a resposta fosse de alguém que ficara feliz com a surpresa.
Nesse dia sabia de muito pouco, quase nada, não sabia como era sua voz, não sabia do que gostava, não sabia o que pensava, sabia apenas de uma coisa: que não suportaria deixá-la ir sem que um dia a tivesse segurado em meus braços.