sexta-feira, 2 de julho de 2010

Uma vergonha

Hoje ficou clara a postura que se espera do Brasil.
Um país subdesenvoldido de araque com um postura ridícula e extrema falta de escrúpulos.
E se essa não é a verdade sobre o meu país então é a postura tomada pela CBF e toda a delegação.

No jogo de hoje pela copa do mundo de 2010 não vi nada mais que vexame e falta de caráter,
após 93 minutos de jogo deu pra percerber qual é a postura dessa minha seleção de futebol que tanto amo.
Não há descrição, é simplesmente um crime o que esse time de futebol fez com a nação brasileira hoje, ver o que esta escrito de forma tão clara e evidente na testa desses jogadores e dessa delegação me deixa enojado, para onde olho não consigo enxergar nada mais que a palavra VENDIDOS! Sim, vendidos, um time que claramente se entregou a pressão fraca da Holanda e entregou de mão beijada a esperança e os sonhos do povo brasileiro.Tudo provavelmente em troca de um título mundial da copa que será sediada no país. Repugnante, nojento, infiel, vergonhoso...esses são os sentimentos aflorando em cada célula viva em meu corpo.

Depois de torcer, vibrar, acreditar e finalmente desacreditar, cheguei a conclusão de uma questão que a muito me assombra: a partir de hoje sou declaradamente muito mais São Paulino que brasileiro, o que a seleção fez hoje comigo e todas as pessoas do meu país não tem descrição, só resta o gosto amargo na boca da decepção.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Um passo a frente ou dois para trás?



O que é exatamente um dilema?
É uma situação em que as opções são todas ruins, ou a indecisão de escolher entre qualquer coisa? Pergunto isso por que as vezes uma decisão é dificil por que não temos a coragem para faze-la ou simplesmente não temos a coragem de voltar atrás, e por isso ficamos parados no mesmo lugar.

Dar um passo a frente ou um passo atrás? Ná dúvida é melhor não se mover?
Ou devemos respirar fundo, fechar os olhos e escolher de uma vez o que fazer?
Sinceramente não sei o que fazer, andar para trás nunca foi muito a minha praia e andar para frente as vezes significa que não existe caminho de volta. É tão ruim assim ficar parado?

Pelo menos no momento, acho melhor sentar e pensar com calma, por que hoje eu não chegarei a lugar algum.



quinta-feira, 29 de abril de 2010

Cegueira e Ansiedade.

Esta aí um problema que tenho certeza de que não sofro sozinho nesse mundo,
inclusive penso que na fila dos ansiosos tem muito mais gente do que na fila dos pacientes.

A verdade é que sempre soube que tinha um problema, mas só descobri que esse era o nome dele há muito pouco tempo. Engraçado que quando se vê outras pessoas, é fácil saber exatamente quando e como elas cometeram erros, inclusive o nome desses erros, e quando nós somos as pessoas fazendo besteira não temos nem a capacidade e nem o sangue frio de entender o que estamos fazendo de errado. Comigo foi assim, depois de um impulso misturado de autoconfiança com autopiedade percebi a besteira que tinha acabado de fazer, no fim valeu a pena, afinal me liguei que tinha feito cagada, e me analisando friamente e olhando a situação como um mero observador só me veio uma palavra na cabeça: ansiedade.

Não que eu nunca tenha sido avisado sobre isso, alias foi uma das coisas que eu mais escutei nos ultimos anos, só que em algum momento vc escuta um estalo e percebe qual é o problema.
É como ter 10 garus de miopia e de repente colocar um óculos, no meio de um monte de neblina e rostos embassados os caminhos aparecem nítidos e aí vc pensa: como eu não pude ver isso?
É exatamente o que acontece quando damos um conselho a alguem e que para nós é claro como a água e a pessoa simplesmente não consegue enxergar nada, ou enxerga de forma completamente distorcida.

A grande verdade é que as pessoas que tem os ouvidos aguçados enxergam mais longe e melhor,
afinal elas não vêem o mundo sob o mesmo ponto de vista unilateral, mas sim de vários pontos de vista, de pensamentos diferentes. Essas pessoas enxergam a frente do mundo, por que o mundo todo enxerga por eles.

Eu aprendi essa lição um pouco tarde, ou cedo, na verdade isso depende do ponto de vista,
mas se te serve de conselho, escute agora o meu ponto de vista, os meus óculos são novinhos em folha.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Vale o esforço?


Sabe que no meio do olho do furacão as vezes me pego pensando se vale o esforço.
Nos últimos dias algumas coisas definitivamente viraram e reviraram no meio da rotina diária.

Vivemos tanto todos os dias só para aprender a cada dia que passa que ainda não sabemos de nada. Semana passada me peguei em uma conversa com gente um pouco mais velha e não sei se me assusta ou se me alivia saber que todo mundo passa pelas mesmas situações.
Tem a fase de trabalhar muito, a fase de se afastar dos amigos, a fase de ficar apaixonado, a fase de voltar com os amigos e a fase sem dinheiro. Vc já passou por boa parte dessas fases também?
Pois é, somos dois, três, quatro ou quatrocentos e sessenta milhões.

O fato é que fazemos esforços desumanos todos os dias para trabalhar, estudar, ver os amigos, agradar a namorada e ainda pagar todas as contas do mês. Vale o esforço?

No fim do dia, mesmo puto com tudo que aconteceu com seu chefe, que deu um jeito de vc ficar até tarde no único dia em que tudo estava aparentemente calmo?
Ou quando vc sai feliz e saltitante louco para ver a namorada e vcs brigam por que vc pensou que ela ia estar usando um vestido rosa com o cabelo arrumado e ela apareceu de moleton descabelada, sem maquiagem e de chico?
Vale a pena pensar igual todos os dias e enfrentar os mesmos fantasmas nas mesmas situações?
Não da vontade de jogar tudo pro alto e viver loucamente uma viagem inconsequente pela américa latina?

Sim e não, respectivamente ou não respectivamente?

A questão toda é que fazemos diversas coisas sempre todos os dias, engolimos os mesmos sapos, temos as mesmas pequenas alegrias e normalmente temos as mesmas opiniões até que algo diferente aconteça. E isso não é ruim. Não é a toa que fazemos as mesmas coisas todos os dias e muitas da mesma forma, a verdade é que se fazemos sempre é por que na verdade gostamos do que estamos fazendo na maioria das vezes.
"Ah mas como assim dá pra gostar de trabalhar até tarde e ganhar pouco?"
Dá sim, por que se vc trabalha até tarde vc pensa em ganhar mais em breve,
se vc junta dinheiro agora e por isso passa um super aperto é por que vc quer jogar tudo pro alto e viajar loucamente pela américa latina, se vc briga com os seus amigos e isso te incomoda todos os dias que vc pensa em um jeito de resolver o problema, é por que vc quer não estar brigado com os seus amigos, ou vc quer pelo menos saber que fez de tudo para não estar.

Se vc está cansado de tudo que sempre fez e ainda faz é por que você quer mudar, provavelmente para melhor, e apenas a mudança já justifica o esforço de até hoje nunca ter mudado.

Mudar, não mudar, melhorar ou continuar na mesma?
Tudo isso vale a pena, basta descobrir o que vc quer de verdade.

Eu quero ser feliz, e por isso hoje eu vou trabalhar, ganhar mal, xingar minha namorada por causa do moleton, brigar, fazer as pazes com meus amigos e mudar de opinião tudo outra vez.
Afinal, a felicidade de hoje pode ser apenas uma prévia da felicidade de amanhã.



segunda-feira, 22 de março de 2010

Meu carro, meu santuário.


Que a minha namorada me perdoe, estou devendo o fim do post anterior há meses, mas hoje acho que vale a pena pegar um pouco mais leve e dar descontraída no dia não é?

Ultimamente tenho ficado bastante no meu carro, não por que eu acabei de comprar e pago caro pra caramba e quero ficar nele quase todo tempo possível...na verdade se meu carro tivesse uma tomada e um fogão eu já pensaria duas vezes se precisaria de casa...mas nada exageros abelíticos dessa vez.

Como tenho ido trabalhar de carro todo dia e gosto de andar com os vidros abertos me sobra muito tempo para ver o que acontece em volta, ou até mesmo dentro do meu próprio carro,
e reparei que as pessoas tem uma sensação de segurança extrema enquanto dirigem, o carro é um santuário em que vc acha que pode fazer TUDO, isso mesmo, exatamente tudo e ainda pensa que ninguém esta olhando. Para a minha infelicidade e de muitas pessoas "descontraídas" saber que as pessoas ESTÃO olhando é uma péssima notícia.

Quantas vezes vc já não se pegou cantando Evanescence com a voz mais fina que a da Amy Lee ou gritou alto YMCA enquanto o farol estava vermelho na volta da balada?
Outro dia estava escutando uma música que tinha mais palavrão que programa de 2 horas da Dercy Gonçalves, e com um ímpeto inesperado soltei um grande FILHO DA P#$& cantando com a música. Olhei para o lado no farol e adivinhem com o que me deparo? Uma daquelas carroças sem banco que em um carro andam 10 peões indo pra obra e todos eles tem cara de que está com fome, imaginem a cara dos desvitaminados quando me viram olhar pra eles e gritar em alto e bom som um grande "filho da puta"?!

Como o mestre instinto ensinou me senti ameaçado e assim que os faróis abriram sai cantando pneus soltando mais filhos da puta enquanto dirigia, só que dessa vez estava xingando a mim mesmo.

Em uma outra ocasião eu fui a vitima que acabou sendo instantâneamente transportada ao santúario sagrado de outro ser...estava eu escutando meu rádio, dessa vez muito mais comedido, e olho para o lado para apreciar a belíssima visão de carros e mais carros se amontoando em um cruzamento em meio ao caos, quando de repente me deparo com uma criatura barbada com um dedo do amanho de uma linguiça em um nariz do tamanho de um poço, detalhe: o poço devia estar cheio por que o que saiu daquele orifício era nada mais nada menos que o Geléia dos caça fantasmas, e ai ficava um olhando pro outro como se estivessem medindo que causava mais medo!
Se aquilo saísse voando pela cidade dando sustos em criancinhas eu não me surpreenderia...

O fato é que quando o cara percebeu que tinha alguem olhando sua situação, ele deu um singelo "peteleco" na aberração e virou de lado, desviando o olhar. Tudo bem vai, uma enfiadinha de dedo no nariz em meio ao trajeto de ida ao trabalho é aceitável, mas a questão é que as pessoas fazem coisas ridículas em seus carros e quando descobrem que estão sendo observadas se envergonham...fecham os vidros ou simplesmente saem pisando fundo no farol para ficar o mais longe possível.

Vamos ser democráticos...tragam seus relatos para a "Lei de Abel" e deixem comentários com coisas estranhas que já viram no trânsito, ou coisas que vcs mesmos já fizeram.
Vamos ver até onde o bom senso (ou falta dele) nos influencia no trãnsito.

Serei o primeiro a relatar: conheci uma pessoa que soltava um pum catinguento e fechava o vidro do carro para todo mundo sentir o cheiro com ele...é isso ai, afinal homens tem que demonstrar seus dotes não?

Abs


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto...


Olhanda para trás, hoje percebo que fiz ao contrário todos os mandamentos da vida moderna quando se trata de namorar alguém.

Primeiro de tudo conversei com a pessoa sem nem ao menos vê-la pessoalmente,
ficamos sabendo de praticamente tudo que interessava sobre um ao outro antes mesmo de saber se iríamos nos encontrar.
Em seguida comecei a trocar promessas e presentes antes mesmo de ter um relacionamento, para falar a verdade antes mesmo de ter contato visual, na sequência me encontrei com ela, me apaixonei e decidi que queria ficar com ela, mas na verdade eu nem sabia exatamente como era ficar com ela, como era seu beijo ou como era tê-la em meus braços, a verdade é que não sabia nada e ainda assim já tinha tomado minha decisão.

Hoje em dia as pessoas seguem regras para que consigam chegar a um relacionamento:
não seja o primeiro a ligar, não demonstre que está apaixonado, não se apaixone sem saber como é o beijo da pessoa, não a peça em namoro no primeiro mês, jamais mas jamais diga que está apaixonado!
Eu particularmente até concordo com algumas delas, mas mais por uma questão de bom senso e momento certo do que por serem regras, a verdade é que fiz todas elas ao contrário e seguramente posso dizer que não poderia ter feito algo melhor.

Depois do primeiro encontro, aquele das mãos dadas, ficou um clima de ansiedade e me arrisco até a dizer que era mútuo. Eu precisava vê-la o mais rápido possível por que o fato de não beija-la me consumia e isso fez com que eu ficasse 100% do tempo ansioso e procurando modos de nos encontrarmos. Excepcionalmente dessa vez nos falamos no meio da semana, por telefone inclusive e marcamos de ver um filme: O curioso mundo de Benjamin Button (muito bom filme por sinal, ela escolheu) e até o fim de semana contei os minutos para que chegasse o sábado.

Finalmente!
Marcamos de nos encontrar no shopping e como da primeira vez no minuto que a vi entrei em transe, mais uma vez a vendo andar me perguntava como era possível ela ser tão linda, parava e olhava novamente procurando por algo não estivesse certo, alguma câmera escondida, alguêm apontando e rindo da minha cara, mas não havia nada e ela de fato estava sorrindo e certamente vinha em minha direção.
Nos cumprimentamos apenas com um beijo no rosto e nada mais e fomos para o cinema,
como da primeira vez foi uma conversa repleta de piadas bobas e conversas banais, e enquanto o tal homenzinho na tela se tornava um bebê de 5 anos aprendendo a se locomover com um andandor para idosos foi dando uma vontade de estar mais junto dela, peguei na sua mão e em poucos minutos ela passou por debaixo do meu braço e encostou sua cabeça em meu ombro e quase automaticamente e involuntariamente comecei a sorrir, na verdade até hoje esse sorriso ainda não saiu do meu rosto....

continua.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O contrário

Durante o final de semana me veio essa idéia de fazer uma poesia, acho que diz tudo.

O contrário

Onde é que fui achar alguem
que mais faz é reclamar
onde é que fui achar alguem
tão dificil de lidar

Mais teimosa que uma porta
ainda assim linda e carinhosa
não escuta uma palavra
tão forte e tão medrosa

Onde é que fui achar alguém
tão dificil de aguentar
Onde é que eu fui achar alguém
tão fácil de amar

As vezes me sinto em um sonho
sonho teimoso e enfadonho
a verdade é que fico tonto
Bobo apaixonado risonho

Onde é que fui achar alguém
tão complicada de ser
Onde é que fui achar alguém
pra fazer o amor acontecer

Sua teimosia me ilumina
Seus medos me fortalecem
Seus defeitos me apaixonam
Seu amor me engrandece

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Muito prazer.


"Feliz Natal, feliz ano novo e que essa nova etapa seja repleta de realizações e felicidade!"
É isso que escutamos todos os finais de ano, desejos e mais desejos que a vidas de todas as pessoas seja surpreendentemente feliz. Não sei vocês, mas para mim foi exatamente assim que começou o ano, repleto de felicidade.

Logo de cara recebi uma ótima notícia: ela passou na primeira fase da tal prova do mal, e foi muito bem por sinal, mas essa não era a melhor notícia do dia por que o fato dela ter ido bem nos estudos significava algo muito mais importante para mim, ela finalmente teria uma folga.
Exato, sem desculpas, sem obstaculos a curto prazo, sem necessidade para ficarmos longe, exceto pelo fato dela ter ido viajar 10 dias no começo do mês não havia nada que me impedisse de finalmente me encontrar com ela. Marcamos um açaí em um lugar próximo a casa dela (que mais tarde se tornou o local com maior índice de ocorrência de brigas históricas, mas ainda assim continuamos indo lá até hoje).

Cheguei 20 minutos mais cedo que ela, vim direto do trabalho e além disso estava ansioso demais para ficar fazendo hora em qualquer outro lugar. Assim seria melhor, poderia tomar um chopp enquanto me acalmava e comer como um sem teto sem que ela me achasse um porco que estava mais interessado na comida do que em nossa conversa, mal sabia eu que a espera me daria tempo suficiente para pedir a entrada, aperitivos, prato principal e ainda repetir a sobremesa, ela chegou mais ou menos 40 minutos após o combinado e me encontrou estufado, quase bêbado e com dor nas costas (nesse dia aprendi o quanto odeio as cadeiras de madeira dos bares), pra minha sorte sou um bom enrolador e para ela fui apenas um rapaz estranhamente estrovertido que fala um pouquinho a mais do que qualquer pessoa está acostumada a aguentar.

Ela entrou e me cumprimentou e o primeiro pensamento que tive era que algo estava completamento errado, como uma pessoa poderia ser tão linda? Era impossível que ela fosse igualmente bonita às suas melhores fotos, ou mais surpreendente ainda, que ela estivesse comigo. Naquela hora me convenci a não duvidar da sorte e erguer a cabeça, dar-lhe um beijo no rosto e fazer qualquer piadinha sem graça para quebrar o gelo, afinal nada estava ganho, pelo contrário tudo que eu havia feito até agora foi por uma chance de tentar um começo e agora era a hora.

Ou melhor, horas, ficamos quase 3 horas seguidas conversando sem nem uma pausa de silêncio constrangedor, foi incrível. Nesse meio tempo falamos de tudo, ela dizia não estar muito confiante quanto ao resultado da prova, e que achava bem provável não conseguir passar novamente, exatamente o contrário do que eu pensava (para variar, se tem algo que cansamos de fazer hoje em dia é discordar, as vezes concordamos um com outro apenas pra sair da rotina), para mim ela já tinha conseguido e só faltava se convencer disso, ela também me disse que o amuleto que eu dei trouxe sorte para ela e que o carregava sempre.
Vocês devem estar querendo pular logo essa ladainha romântica e pular direto para a parte interessante, o primeiro beijo certo? Tudo bem.

Agora mais do que nunca estava certo do que queria, que havia feito a coisa certa e tirado a sorte grande, finalmente ela estava ali pertinho, podia olhar em seus olhos, toca-la, abraçá-la, eis que em um gesto repentino me adianto e subitamente.....seguro suas mãos. Sim, isso mesmo, segurei suas mãos e isso foi muito mais do que havia conseguido em meses de ansiedade, nesse dia o mais perto que cheguei dela foi segurar as mãos.

Acharam pouco? Eu não. Para mim foi perfeito.
O beijo fica pra próxima.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

2 x 1: Dois capítulos no mesmo dia


Sem reação. Foi assim que me senti naquela tarde em que recebi um telefonema inesperado, mas antes de chegar nessa parte deixe-me explicar o modo que aconteceu.

Após ter conseguido o presente que tanto procurei me vi encurralado em um beco: como entregar um presente de surpresa para alguem que eu não via, ou que a princípio se recusava a me ver?
Não poderia pedir para alguem entregar o presente por que estragaria toda a mágica da surpresa, não poderia eu chama-la para um encontro com o pretesto de entregar um presente por que pareceria um meio e não um fim. Qual seria então o melhor modo de entregar esse amuleto?

AH HA! E então subitamente encontrei nada menos que a solução ideal para o meu problema: uma carta! Existe algo mais mágico que uma carta?
Hoje em tempos de e-mail e internet receber uma carta é algo tão surpreendente quanto receber um presente, a carta é o simbolo do amor secreto de nossos avós, é o modo como o amor viajava nos livros de romance. Pois bem, está decidido, será uma carta de amor surpresa com mágica e um amuleto, mas havia ainda outro detalhe o qual mágica nenhuma poderia resolver: para onde enviar o envelope? No meio de tanta magia, idéias geniais e presentes me esqueci do básico, eu precisava de um endereço.

Foi então que tive de desistir de contar com a mágica e procurei ajuda real, pedi a um amigo em comum, o qual mantinha conversas frequentes com ela, que disfarçadamente conseguisse o endereço sob o pretesto de pega-la para almoçar um dia. Perfeito, meu amigo descobriu o endereço e ela nem suspeitou, nada melhor para um apaixonado arteiro que estava tramando alguma.

Enviei a carta poucos dias antes do natal e torci para que recebesse antes das festas, foi coisa de 3 ou 4 dias até que ela recebesse, e então que recebo o tal telefone do começo da história.
Fiquei sem reação, número desconhecido, estava na casa de um outro amigo falando de assuntos nada convencionais e nem me passava pela cabeça que receberia uma ligação naquele dia, ainda mais se tratando do assunto em questão.

Do outro lado na linha havia uma voz com um misto de alegria e nervosismo, foi uma conversa rápida em que ela me agradeceu o presente e disse que o guardaria para dar sorte na prova, eu bobo não sabia o que dizer, e como sempre acontece quando estou nervoso, despejei toneladas de informação e conversas desconexas das quais, tenho certeza absoluta, não entendeu uma palavra mas concordou e deu risada apenas por educação.

Ainda não havia chego a noite de natal, mas mesmo assim esse telefonema foi o melhor presente que eu poderia ter ganho naquele ano, não por que o presente da minha irmã era uma camiseta da qual não gostei muito ou por que no presente de amigo secreto ganhei um jogo de cuecas PP na cor verde musgo (nenhuma me servia, e se servisse faria questão de não usá-las), aquele era o melhor presente de todos por que me deu algo que eu queria a muito tempo: esperança.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A Magica.

Quando decidimos fazer algo inesperado sempre tem um efeito colateral: ficamos na expectativa de outra atitude inesperada ou esperada de reação.


No meu caso foi rápido, a resposta veio cedo, antes mesmo da ansiedade me consumir recebi um e-mail. Nada de extraordinário foi dito, mas apenas pelo fato de ela se importar o suficiente para me responder já foi incrível, nesse dia me senti feliz.

Mais conversas aconteceram e mesmo sem nos vermos fomos ficando mais próximos , nos conhecendo, gostando um do outro.

Em outra ocasião passei pela mesma situação de fazer algo de repente e ficar preso nas garras da impaciência. Para conquistá-la não bastava beleza (hoje em dia diria até que faz muito pouca diferença), não bastava romantismo, não bastava ser comum, eu sabia que para chegar a seu coração precisaria ser diferente, mais que diferente eu precisava ser um sonho, pois era justamente o que ela significava para mim naquele momento.

Corri pelo centro da cidade em posse de três coisas: um sentimento, uma idéia na cabeça e esperança no coração. Procurava algo que precisava ser mais que útil, mais que bonito, mais que um presente, eu precisava de algo literalmente mágico... um amuleto.

Era época de natal e as ruas estavam um caos, levei mais de duas horas para encontrar algo que eu realmente achava digno de ser chamado de amuleto, depois de muita procura encontrei o objeto ideal, mas me faltava a magia, magia essa que não vinha de deuses, ou santos ou qualquer entidade com posse de poder extraordinário, a magia do meu amuleto viria de algo maior, viria da fé. Se tem algo que eu acreditava de fato naquele momento era no potencial de minha amada, sabia que para ela não existiriam obstáculos grandes o suficiente para impedi-la de seguir em frente, mesmo ela própria não partilhando da crença.


Esse era o objetivo do meu presente de natal, não deveria ser bonito, não deveria ser romântico, meu presente tinha uma função: mostrar a ela que acima de tudo eu acreditava, não só que ela iria ter sucesso agora, mas que teria sucesso sempre, meu objetivo era fazer o potencial se tornar realidade, mais do que isso meu objetivo era fazê-la acreditar em si própria.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Click.

Um dia como todos os outros, banal e comum, um dia como todos os anteriores.


Assim começou o dia em que te conheci, mal eu sabia que nenhum dia a partir desse seria parecido com os anteriores.


Foi um click, só isso. Um rosto lindo e a letra de uma música que gosto no seu perfil da internet, foi isso que nos uniu no primeiro momento. Sem saber de nada, aquele era o click que iria mudar pra sempre minha vida, depois do primeiro houve outro click e outro e depois recados e depois e-mails, então mãos dadas, abraços, beijos e o amor enfim, sim amor, de onde não havia nada foi feito algo que se tornou infinito, e eu não sabia de nada.


Minha paixão foi intensa, insensata, impaciente, noites de domingo voavam enquanto conversávamos e as semanas se arrastavam ansiosas e pensativas, apenas esperando a próxima oportunidade de te dizer como me sentia ou de tentar saber o que se passava em sua cabeça, nessas semanas minha cabeça era movida simplesmente pela existência da outra pessoa, o que será que está pensando? Será que está cansada dos estudos? Será que esta feliz? Será que está sorrindo? Será que pensa em mim? Ou será que não pensa?


De tanta impaciência resolvi tentar a sorte, mandei um e-mail torcendo para que o veja, torcendo para que o responda, torcendo pra que a resposta fosse de alguém que ficara feliz com a surpresa.
Nesse dia sabia de muito pouco, quase nada, não sabia como era sua voz, não sabia do que gostava, não sabia o que pensava, sabia apenas de uma coisa: que não suportaria deixá-la ir sem que um dia a tivesse segurado em meus braços.